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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Achando um ponto de equilíbrio.

Não sou o tipo de pessoa que leva a sério as chamadas "resoluções de ano novo", mas confesso que de todas as celebrações que juntam pessoas e nos dão algum trabalho, é a minha data preferida. Nunca tenho metas ambiciosas tipo "ficar rica", "ficar bonita" ou "casar e morar em NY com um armário só pra sapatos", acho que estou mais pra pequenas mudanças de hábito. Mal ou bem, ano novo é uma ótima desculpa pro velho "tomar vergonha na cara", né? Esse ano não quero minha vida muito diferente do que já é, mas se me permitem dizer, quero um pouco de sossego das pessoas. Ando um pouco cansada de conviver com pessoas que não me fazem bem em nome de outras, cansada de conviver com quem só tem hábitos ruins a acrescentar  e de pessoas que tem como único objetivo de vida ser o que mandaram elas serem. Também estou um pouco cansada de pessoas que não mudam nunca, aquelas que podem fazer 30 anos mas ainda vão se comportar da mesma forma que se comportavam na oitava série. Quando era mais nova, achava que  "quanto mais gente melhor", mas agora eu vejo que não é o fim do mundo não conhecer todas as pessoas em qualquer lugar que eu chego. Não estou decretando um ano completamente fechado pras todo mundo. Apenas não quero trazer algumas velhas pessoas comigo e só estar do lado de quem realmente vai me trazer coisas boas. Depois de um tempo você percebe que é melhor conhecer seis pessoas com conteúdo que seiscentas totalmente vazias. Festas menores e mais sóbrias não são tão horríveis quanto parecem ser olhando do topo das baladas. Acho que crescer também é perceber que sua vida não precisa ser um agito constante pra provar que você é feliz. Ultimamente prefiro ver tv a me equilibrar num salto agulha madrugada a fora, e me sinto bem assim. Felicidade é mais equilíbrio e sossego do que um milhão de histórias insanas pra contar.